The Story of Humankind

Por que criamos The Story of Humankind — um livro para leitores dos 3 anos à idade adulta

— Um livro que ajuda crianças e adultos a olharem juntos para a história humana


Introdução

Publicado em japonês e inglês, The Story of Humankind é um novo tipo de livro de história feito para ser apreciado dos 3 anos à idade adulta.
Pode ser vivido como livro de imagens, explorado como guia visual e lido como uma introdução reflexiva à história da humanidade.

Por que um livro assim?
Quais ideias e escolhas de design o moldaram?

Nesta entrevista, a equipe editorial conversou com a autora ou autor sobre os bastidores do projeto e o pensamento por trás do livro.


Por que abrir a “história humana” às crianças?

Editorial: Para começar, o que é The Story of Humankind?

Autor/a: É um livro que percorre a jornada da humanidade — de onde viemos, que eventos vivemos e como chegamos ao mundo de hoje — em imagens e palavras.
Em vez de focar na história de um único país, oferece uma visão ampla da humanidade como um todo.

Editorial: O que primeiro inspirou você a criar este livro?

Autor/a: Uma razão importante foi a diferença em como a história é compreendida e ensinada. A educação histórica varia entre países e regiões, e isso molda como as pessoas veem o mundo.
Isso é natural, mas também pode dificultar o entendimento mútuo.

Por isso senti valor em um livro que crianças leiam desde cedo e adultos retomem depois — um ponto de referência compartilhado.
A ideia era criar base para o diálogo ao olharem juntos a mesma história humana.


O que significa desenhar um livro dos 3 anos à idade adulta?

Editorial: O público é muito amplo. Como você fez funcionar para leitores tão diferentes?

Autor/a: Tentei não forçar um único formato.
Crianças pequenas podem se envolver com as ilustrações e a atmosfera visual.
Alunos do ensino fundamental podem ler o texto e aprofundar.
Adultos podem refletir sobre o grande fluxo da história e seu significado.

Vários pontos de entrada ao mesmo tempo — cada idade lê de um jeito.

Editorial: Parece ao mesmo tempo livro de imagens e obra de referência visual.

Autor/a: Sim. Dá para ler do começo ao fim ou começar onde a curiosidade levar.
Queria um livro que convide à conversa — pais e filhos perguntando: “Por que isso aconteceu?”


Aprendizado incorporado à própria leitura

Impressão

Editorial: Na edição japonesa, todo o texto principal tem furigana. Por quê?

Autor/a: Queria que crianças do ensino fundamental lessem sozinhas, no próprio ritmo, sem depender sempre de um adulto ao lado.

A leitura em si vira parte da experiência de aprendizado.
As crianças se familiarizam naturalmente com a pronúncia dos kanji e aprofundam o conteúdo.

Se tudo fosse só hiragana, ficaria mais difícil para adultos lerem com conforto.
Com kanji adequados e furigana, a edição japonesa permanece legível para crianças e adultos.

Editorial: E a edição em inglês?

Autor/a: Busquei linguagem acessível não só para crianças, mas também para leitores em ambientes onde o inglês não é a língua materna.
Menos acadêmica; mais clareza, legibilidade e abertura, mantendo profundidade.

Editorial: Então as duas edições apoiam o aprendizado de formas diferentes.

Autor/a: Exatamente.
O japonês apoia leitura independente e a ligação kanji–pronúncia; também ajuda quem estuda japonês fora do Japão.

O inglês é acessível a um leque amplo, incluindo crianças e quem aprende inglês como língua adicional.
As duas edições buscam apoiar interesse por história, aprendizado de línguas e compreensão intercultural.


Editorial: Parece que o livro também reflete preocupação com diferenças no ensino de história.

Autor/a: Sim. Formas diferentes de apresentar a história às vezes aumentam a distância entre as pessoas.
Isso não significa que deva haver apenas uma visão oficial.

Mas acredito que, se as pessoas compartilham um ponto de referência comum, o diálogo fica mais fácil — mesmo quando restam diferenças.
É isso que espero que este livro ajude a sustentar.


Olhar para a história humana com equilíbrio

Editorial: Uma coisa marcante é o esforço por manter perspectiva equilibrada.

Autor/a: A história humana inclui criatividade, cooperação, invenção e descoberta, mas também conflito e fracasso.
Acho importante não ver só um lado, mas a grande jornada humana como um todo.

Editorial: O que você espera que os leitores levem dessa perspectiva?

Autor/a: Perguntas como:
“De onde viemos?”
“O que fizemos?”
“E como devemos viver daqui em diante?”


História por meio de informação, tratados e invenção

Nações Unidas

Editorial: O livro também trata de informação, tratados e invenções — isso é distintivo.

Autor/a: Para viver com sabedoria no mundo moderno, é preciso olhar não só eventos visíveis, mas também a informação e as forças por trás delas.

Desde a época de A Arte da Guerra, inteligência e espionagem tiveram papéis importantes.
Hoje, guerra de informação e influência sobre a opinião pública moldam a sociedade e as relações internacionais.

Espero que o livro ajude a comparar informação, pensar criticamente, dialogar e fazer melhores escolhas.

Tratados e organizações internacionais também são essenciais para entender o mundo de hoje.
Não dá para cobrir tudo em detalhe; incluímos exemplos como portas de entrada para explorar mais.

Invenções e descobertas são igualmente importantes; moldaram o cotidiano e transformaram sociedades ao longo da história.

Olhando o mundo hoje, ainda há muitas crianças sem acesso suficiente à educação.
O que nos parece óbvio nem sempre está disponível para aprender.

Se essas crianças encontrarem este livro, espero que sirva de porta — para descobrir como a humanidade desenvolveu ferramentas, ideias e inovações ao longo do tempo.

Este livro não explica cada mecanismo em detalhe.
Pretende introduzir a existência e o contexto das ideias, para que a curiosidade leve a continuar aprendendo sozinhos.

Um pequeno passo rumo ao aprendizado de crianças no mundo inteiro, para que ninguém fique para trás.


Criar o livro e expandir para outras línguas

Editorial: Quais foram suas prioridades ao criar o livro?

Autor/a: Não simplificar demais o conteúdo.
Tornar ideias complexas compreensíveis sem perder o sentido.

Editorial: O livro está em japonês e inglês.

Autor/a: Sim. Compartilhar o mesmo conteúdo entre línguas tem valor real.
Também planejamos expandir para espanhol, alemão, francês e outras línguas.

Editorial: Também pode apoiar o aprendizado de línguas.

Autor/a: Sim. Comparar edições apoia o estudo de línguas estrangeiras, na sala e no autodidatismo.


Quem você espera que leia este livro?

Editorial: Por fim, quem você espera que leia?

Autor/a: Claro, espero que chegue a crianças que estão começando a explorar a história — e a adultos que queiram revisitar a história com olhos novos.

Ficaria especialmente feliz se chegasse às crianças que moldarão o futuro — e que continue aberto a todos, de crianças a adultos.

Se a humanidade vai cooperar e construir um futuro mais habitável e esperançoso, acredito que é importante poder olhar para as mesmas coisas, conversar e pensar juntos.
Espero que este livro seja um pequeno passo nessa direção.

Ficaria feliz se virasse um livro que as pessoas usem de várias formas — lendo em família, como ponto de partida para conversa e voltando a ele com o tempo.


Palavras finais

The Story of Humankind não é só sobre o passado, mas sobre como pensamos e vivemos o futuro.

Ao explorar história, invenções, informação e conexões globais, os leitores podem desenvolver capacidade de pensar mais profundamente e fazer melhores escolhas.

Crianças e adultos podem compartilhar o mesmo livro e a mesma conversa — e talvez esses pequenos momentos ajudem a moldar o futuro.

Também espero que, onde quer que vivam e quaisquer que sejam suas oportunidades, crianças em todo lugar descubram a alegria de aprender com este livro.


Informações do livro

The Story of Humankind está disponível em japonês e inglês em formato brochura e e-book.

Consulte os links acima para detalhes e opções de compra.